O Festival Favela Sound é diferenciado, é resistência. Dividido entre oficinas, debates e shows, o evento levou grandes nomes da periferia para a Praça do Museu, em DF.

Numa mistura de funk carioca com aparelhagens paraenses, rolou a pegada do kuduro angolano, marrabenta de Moçambique, reggaeton, forró e muito mais! O selo “made in periferia” caiu no gosto do público e vários produtos desse meio fazem sucesso no Brasil. Ser periferia hoje, sem muita preocupação com a dissolução de preconceitos e barreiras sociais, reproduz comportamentos similares aos de tempos longínquos da história brasileira.

O festival FAVELA SOUNDS levou debate para regiões diferentes do DF, como Brasília, Mestre d’armas, Samambaia, São Sebastião e Ceilândia para etapas de oficinas profissionalizantes, com intercâmbio de experiências entre música, moda, grafite e dança; a etapa do Papo Reto, com temas que circulam por meio da produção cultural de periferia, assim como discutir o próprio fazer cultural dentro das favelas. E, claro, a última etapa foi um grande baile, com dois dias de shows.

Representando a força do rap do DF, Vera Veronika, a primeira mulher a assumir o rap como profissão por aqui sobe ao palco para contar toda sua história de luta e superação. O DJ Chokolaty, nome de destaque dos bailes da cidade também tá na mistura do Favela, além do trio Duafe, com uma dançante mistura de hip hop, música afro e latina.

De fora do quadrado, chegam a Brasília a banda paraense Gang do Eletro, com boa dose de tecnobrega; o DJ Byano, representando o Baile da Chatuba do Rio de Janeiro, com muito funk; o rapper paulista Rincón Sapiência, tratando de questões de raça e chamando a galera no flow; a banda baiana Ara Ketu, somando ao Favela Sounds todo o peso da ancestralidade dos tambores e dos blocos afro do Nordeste; MC Carol, funkeira feminista vinda diretamente de Niterói (RJ); DJ Waldo Squash, também de Belém do Pará para fazer todo mundo tremer; os lendários MCs Cidinho e Doca, representando a Cidade de Deus com um repertório funk recheado de clássicos; o DJ baiano ÀTTØØXXÁ, com o melhor do Bahia Bass para esquentar os pick-ups, além do DJ angolano Ketchup, que fecha a mistura trazendo uma boa dose de kuduro para o festival.

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