O Projeto Orquestra Mineira de Maracatu, que aconteceu em 2012, levou diversas ações para a cidade de Montes Claros, com ações para diversos públicos, proporcionando aprendizado a crianças, jovens e adultos.

A equipe ministrou oficinas de percussão com tambores, ressaltando a importância e a predominância desses instrumentos na cultura nordestina e mineira, e de música africana e brasileira. O projeto aplicou aos alunos o aprendizado dos cantos, dos ritmos e diferentes Baques e dos variados instrumentos que compõem a orquestra de um Maracatu, entre eles: Alfaia ou Bombo (tambor do Maracatu), Caixa de Guerra, Tarol, Gonguê, Ganzá, e Abê ou Xequerê. Participaram das oficinas do projeto 40 pessoas, dentre crianças, jovens e adultos.

O regente da Orquestra Mineira de Maracatu, Róps Malungo, é compositor, diretor musical, gestor cultural, e pesquisador das tradições folclóricas brasileiras – em especial o congado mineiro e os maracatus pernambucanos – de ritmos tradicionais africanos; e da musica popular jamaicana. As construções sonoras propostas pelo regente Róps Malungo para a Orquestra, levaram influências como Doudou N’Diaye Rose; Sister Nancy; Lee Scratch Perry; Chico Science e Nação Zumbi; Mestre Ambrósio; Krisium; e Chakal. Foi toda essa diversidade rítmica que contribuiu para o universo sonoro da Orquestra, e a destacou como uma proposta pioneira, ousada, estimulante, que trabalhou com a fusão da multiplicidade de sons e os potenciais artísticos de todos os envolvidos nas atividades.

O Projeto Orquestra Mineira de Maracatu tem ação pioneira na região e atingiu mais de 2000 pessoas, sendo cerca de 1200 participantes diretos nas atividades oferecias. A proposta do projeto é incentivar ações culturais e despertar interesse pela preservação dos costumes e manifestações da cultura regional de matriz africana. O projeto foi realizado, em 2012, na cidade de Montes Claros (MG) através da Lei Estadual de Incentivo a Cultura, com patrocínio da Oi – Telemar Norte Leste S/A e apoio cultural do Oi Futuro.