O festival Multiplicidade entra no seu 10º ano apresentando, em meio a Copa do Mundo do Brasil de 2014, a exposição em forma de instalação interativa chamada Nós, que revisitou performances históricas de artistas que já passaram pelo evento anteriormente, utilizando 17 projetores sincronizados, softwares de robóticas e mapping, no Oi Futuro Flamengo entre os dias 21 de junho e 19 de julho.

Já em novembro o Multiplicidade ocupou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage por inteiro, fazendo a integração das galerias de seu casarão com a exuberante natureza do Parque Nacional da Tijuca. A Fundação Planetário também recebeu parte da programação, o festival VideoAtaq e seu criador JodeleLarcher, para uma curadoria de filmes adaptados especialmente para exibição fulldome.

Uma seleção de artistas dinamarqueses foi o destaque desse ano, assim como da França, Inglaterra, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Canadá e diversos estados brasileiros como Belém, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O festival que acontece desde 2005, com performances audiovisuais, tem como principal conceito unir em um mesmo palco arte visual e sonoridade experimental. Ao todo, mais de 650 artistas já passaram pelo evento.

“O desafio como Festival é expandir e proporcionar apresentações inusitadas que experimentem novas linguagens e os limites das novas mídias digitais. O Festival Multiplicidade tem um recorte transversal com sua programação mensal intervalada, um formato diferente justamente para oferecer aos artistas possibilidades únicas. A intenção é ser singular e especial a cada espetáculo. Além disso o Multiplicidade é plural na diversidade de sua programação, como o próprio nome do Festival já indica”, analisa Batman.