Em “As origens do Capitalismo”, o artista propõe uma leitura do sistema capitalista através dos ícones de poder que estampam as moedas circulantes. São 200 moedas de 20 países perfuradas nos olhos das personalidades que estampam seus lados. Essas moedas estarão distribuídas ao longo dos 13 metros da vitrine, que será vedada e receberá uma iluminação interna vermelha. A luz passará, então, somente pelos furos dos olhos dos personagens.

O uso desses personagens para estampar o dinheiro reduz a importância histórica para o bem ou para o mal do retratado, tornando-se troco. A ideia é criar um diálogo entre esses personagens, que independentemente da orientação política, são reduzidos ao capital”, explica Felipe Barbosa.

Felipe Barbosa, nasceu em Niterói em 1978. Graduado pela Escola de Belas Artes da UFRJ e com mestrado na mesma instituição. Sua obra transita por diversas mídias tendo em comum o uso de objetos cotidianos de onde o artista extrai conceitos e situações que juntamente à experiência do expectador irão compor e potencializar a leitura das mesmas. Felipe expõe regularmente desde 1996, destacando entre outras mostras: The Olympic Museum – Lausanne – Suíça ; Pop Stars ! Popular Culture and Contemporary Art – 21C Museum – Durhan –  EUA ; Pintura Descolada – Carpe Diem Arte e Pesquisa – Lisboa – Portugal ; The Record : Contemporary Art and Vinyl – ICA – Boston  USA ; Ya se leer – Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam – la Habana – Cuba ;  Human Game -on sport- organized by Fondazione Pitti – Stazione Leopolda – Florença – Itália; Projeto inSite 05 – Trienal Internacional – Tijuana/San Diego – México / EUA.